
O fluxo de notícias macroeconômicas da última semana continuou indicando que a economia dos Estados Unidos segue em processo de desaquecimento, enquanto o mercado de trabalho mostra deterioração gradual e a inflação, embora ainda sem sinais claros de desaceleração, permanece estabilizada. Nesse contexto, os indicadores de confiança apresentaram desempenho misto: o setor de serviços registrou melhora em relação ao dado anterior, enquanto a confiança manufatureira voltou a recuar em novembro. O ISM do setor ficou abaixo das expectativas e permaneceu abaixo do limite de 50 pontos, sugerindo possível contração nos próximos meses.
Os dados do mercado de trabalho reforçaram essa percepção. A pesquisa ADP apontou a eliminação de 32 mil postos de trabalho em novembro, resultado inferior ao esperado e o pior desde março de 2023. Quanto à inflação, após meses de atraso devido ao fechamento parcial do governo, o PCE de setembro avançou 2,8% na comparação anual tanto em sua leitura geral quanto na subjacente — exatamente em linha com as projeções. Embora o dado não represente desaceleração relevante, confirma um período de estabilidade, com pressões inflacionárias persistentes, porém sem aceleração adicional.
Esse conjunto de fatores — mercado de trabalho mais fraco, manufatura sob pressão e inflação estabilizada — mantém em torno de 95% a probabilidade de um corte de 25 pb pelo Federal Reserve. Além disso, intensificou-se a expectativa de até três cortes adicionais ao longo de 2026. Esse cenário sustentou o apetite por risco, levando as principais bolsas globais a registrarem ganhos generalizados, mais uma vez liderados pelo setor de tecnologia e colocando os índices norte-americanos novamente próximos das máximas históricas.
No mercado cambial, a perspectiva de uma postura mais expansionista por parte do Fed manteve o dólar em queda, acumulando recuo de 0,6% na semana. Esse movimento, combinado com o avanço das commodities, favoreceu diversas moedas latino-americanas, especialmente o peso chileno, que se apreciou 0,8% e alcançou níveis próximos de 920. Paralelamente, a divergência entre as políticas monetárias dos EUA e do Japão — após declarações mais restritivas do Banco do Japão — impulsionou as taxas soberanas japonesas e levou a uma valorização de cerca de 0,5% do iene, tendência que pode se prolongar caso a diferença de políticas persista.
Para a próxima semana, o foco estará na reunião do Federal Reserve, na qual, além da decisão de política monetária, serão divulgadas novas projeções macroeconômicas. As declarações do presidente Jerome Powell poderão ajustar as expectativas para 2026. No Chile, a segunda volta das eleições presidenciais também será destaque, com o mercado já precificando a provável vitória de um candidato visto como pró-mercado.
O cobre mantém um viés de alta apoiado pelas médias exponenciais de 10 e 21 dias, que reforçam a força da tendência. O preço segue tentando romper a resistência em torno de USD 5,42 e, caso consiga, o próximo nível relevante situa-se próximo de USD 5,60.

O Bitcoin continuou recuando ao longo da semana após não conseguir superar a resistência na região de USD 92.000. A média móvel de 50 dias segue indicando tendência de baixa, embora as médias exponenciais de 10 e 21 dias já apontem perda de momentum. O próximo suporte relevante está em torno de USD 88.500.

O iene japonês recuou após alcançar máximas próximas de JPY 158. Apesar de a média móvel de 50 dias ainda sugerir tendência de alta, as médias exponenciais de 10 e 21 dias, somadas ao RSI, indicam enfraquecimento do impulso. O nível de suporte mais próximo encontra-se em torno de JPY 154,8.

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